A província de Cabo Delgado vai contar com um Centro de Formação para Operações Petrolíferas e de Segurança, denominado Marine & Safety Center, cuja construção foi oficialmente lançada na passada sexta-feira (03 de Julho), na cidade de Pemba, pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, em parceria com a Concord Safety.
Orçada em mais de 1,8 milhão de dólares
norte-americanos, a infra-estrutura surge como uma resposta estratégica à expansão
dos grandes projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) na província. O centro
terá padrões internacionais e destina-se à capacitação e certificação de
profissionais moçambicanos para operações offshore e onshore, posicionando Cabo
Delgado como uma referência africana na formação em segurança marítima
industrial.
O Marine &
Safety Center disponibilizará cursos especializados com duração de até
quatro meses, abrangendo áreas como segurança marítima, combate a incêndios em
alto mar e resposta a emergências. A iniciativa pretende garantir que jovens e
técnicos nacionais tenham acesso a qualificações de nível internacional sem
necessidade de recorrer a centros de formação no estrangeiro.
Na ocasião, o Presidente do Conselho de
Administração da ENH, Rudêncio Morais,
destacou a parceria de longa data com a Concord Safety, sublinhando que ambas
as instituições já desenvolveram projectos de grande impacto. Segundo o
responsável, a experiência agora é trazida para Cabo Delgado com o objectivo de
multiplicar o seu impacto através da formação técnica e científica.
Morais afirmou ainda que o Marine & Safety Center não é apenas um centro de
treinamento, mas representa Cabo Delgado e Moçambique a formar as suas próprias
mãos para integrarem os projectos de petróleo e gás.
O lançamento da primeira pedra foi testemunhado
pelo Governador da Província de Cabo Delgado, Valige
Tauabo, e pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale. Na sua intervenção, o ministro
apelou para que a ENH e a Concord Safety trabalhem com empenho para transformar
o projecto em realidade, correspondendo às expectativas criadas.
Estêvão Pale defendeu igualmente que esta parceria
deve reflectir uma visão partilhada de desenvolvimento sustentável e de
valorização do conhecimento técnico, contando com o apoio de todos os
intervenientes para o sucesso da iniciativa.
O futuro centro
terá capacidade para formar e acomodar cerca de 1.300 formandos, reforçando a
valorização do conteúdo local, a criação de oportunidades de emprego e o
fortalecimento do capital humano moçambicano. A iniciativa reafirma ainda o
compromisso do sector de transformar os recursos naturais do país em
prosperidade sustentável e benefícios concretos para as comunidades
hospedeiras.




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