PRM DETÉM 13 INDIVÍDUOS POR VANDALIZAÇÃO DO CENTRO DE SAÚDE DE MECÚFI

    A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve 13 indivíduos, com idades entre 18 e 38 anos, indiciados na vandalização e destruição parcial do centro de saúde do distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado.

    A informação foi avançada na quinta-feira, na 3ª Esquadra da cidade de Pemba, pela porta-voz do Comando Provincial da PRM, Eugénia Nhamussua.

    Segundo a porta-voz, os factos ocorreram no dia 18 do mês em curso, na sequência de uma discussão entre um casal. Durante o desentendimento, a esposa terá acusado o marido, membro do policiamento comunitário, de ser portador de cólera. A afirmação foi ouvida por pessoas que se encontravam nas proximidades.

    Na sequência, um grupo de cerca de 12 indivíduos dirigiu-se à residência do casal, destruindo parcialmente a casa. Em seguida, deslocaram-se ao centro de saúde local, onde, por volta da meia-noite, vandalizaram tendas que acolhiam pacientes em tratamento da cólera, além de danificar diversos bens hospitalares.

    Eugénia Nhamussua explicou que a detenção dos suspeitos foi possível graças a uma denúncia apresentada pelo responsável da unidade sanitária. Numa primeira fase, quatro indivíduos foram neutralizados, tendo as diligências subsequentes culminado na detenção dos restantes envolvidos, incluindo a cidadã apontada como tendo motivado o incidente.

    Em declarações à polícia, a mulher, deslocada do distrito de Memba, província de Nampula, afirmou que a discussão teve origem na distribuição de apoio alimentar. Segundo relatou, o marido, responsável por elaborar a lista de beneficiários, não incluiu o seu nome, alegadamente por priorizar outras pessoas. Durante a discussão, disse ter mencionado a palavra “cólera” de forma precipitada, o que acabou por desencadear a reação popular.

    Por sua vez, os outros detidos negam envolvimento direto na vandalização, alegando que apenas acompanharam a mulher ao secretário do bairro para esclarecer as declarações feitas e que, mais tarde, ouviram falar da destruição da residência e da unidade sanitária, sem saber quem seriam os autores.

    A PRM garante que o processo segue os seus trâmites legais e que os indiciados serão apresentados às autoridades judiciais para os devidos procedimentos.

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