O setor agrícola em Cabo Delgado enfrenta desafios crescentes que vão além das condições meteorológicas. Pragas agrícolas e conflitos entre comunidades e fauna bravia já afetaram um total de 1.604,5 hectares de culturas diversas na atual campanha agrícola.
Segundo Paulino Premogy, Chefe da Repartição de Produção e Sanidade Vegetal da Direção Provincial de Agricultura e Pescas, as pragas têm assolado as plantações, destacando-se os afídeos, gafanhotos locais, lagarta do caule e besouros. Contudo, a lagarta-do-funil do milho constitui a maior preocupação, sendo responsável pela destruição de 778,5 hectares, o que representa quase metade da área total afetada.
O dirigente avançou que embora as pragas tenham sido registadas em todos os distritos da província, Metuge, Mecúfi, Mocímboa da Praia, Mueda e Nangade são os que reportaram prejuízos com impacto económico significativo. Nos restantes distritos, os danos não comprometeram a viabilidade económica das culturas.
Para além das pragas, a fauna bravia tem causado prejuízos diretos aos produtores. No distrito de Mocímboa da Praia, concretamente na localidade de Nango, foi registado na última semana um conflito com elefantes, cuja incursão resultou na destruição de cerca de 3,5 hectares de campos agrícolas, agravando a insegurança alimentar das famílias locais.
O setor da agricultura esclareceu que, até ao momento, os dados disponíveis dizem respeito apenas às áreas afetadas, não existindo ainda um balanço final sobre possíveis áreas recuperadas após intervenções técnicas.
Paulino Premogy, Chefe da Repartição de Produção e Sanidade Vegetal da Direção Provincial de Agricultura e Pescas em Cabo Delgado, falava durante a 3.ª Reunião do Centro Operativo de Emergência (COE), realizada em Pemba.


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