O Presidente da República, Daniel Chapo, concedeu indulto a 771 reclusos a nível nacional, dos quais 18 no Estabelecimento Penitenciário de Mieze, na província de Cabo Delgado. A medida foi anunciada na passada sexta-feira, durante o Informe Anual sobre a Situação Geral da Nação.
Na
segunda-feira, o Estabelecimento Penitenciário Provincial de Cabo Delgado
acolheu a cerimónia oficial de restituição da liberdade aos 18 reclusos
beneficiários, com a entrega dos respetivos mandados de soltura. O acto foi
presidido pelo Secretário de Estado na província, Fernando Bemane de Sousa.
Na sua
intervenção, o governante afirmou que o indulto representa um gesto de
clemência do Estado e um sinal de confiança na capacidade de reintegração
social dos cidadãos agora libertos, apelando para que contribuam de forma
positiva no desenvolvimento do país e, em particular, da província de Cabo
Delgado.
Fernando
Bemane de Sousa exortou ainda os beneficiários a manterem-se resilientes,
vigilantes contra o extremismo violento, terrorismo e outras práticas
contrárias à lei, incentivando-os a desenvolver atividades geradoras de rendimento
para o sustento das suas famílias. Apelou igualmente às famílias e à sociedade
para que acolham os libertos num espírito de reconciliação, perdão e paz
social.
Em
representação dos reclusos, uma mensagem destacou que o período de reclusão
permitiu reflexão, reeducação e reabilitação, preparando-os para uma reinserção
social baseada no trabalho digno, convivência pacífica e respeito mútuo.
O indulto
abrange reclusos que cumprem critérios legais, nomeadamente serem delinquentes
primários, não condenados por crimes previstos no artigo 69 do Código Penal,
com penas não superiores a 12 anos e que tenham cumprido pelo menos metade da
pena até 22 de dezembro. A medida inclui igualmente cidadãos condenados no
contexto das manifestações pós-eleitorais de 2024.

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